Madala como COMPOSITOR e intérprete de música ligeira moçambicana guardou um lagado para Moçambique e cidade da Beira em particular conquistando vários prémios, com o maior destaque os prémios Ngoma Moçambique nas edições de 1998/1999, com as composições Chiripo e Chirmurombo, respectivamente. Palmira foi o seu primeiro trabalho a solo, gravado em cassete em princípios dos anos 90. Mas o Chimurombo e Ponessa Musi Wango foram os discos que fizeram maior sucesso na sua carreira musical o que resultou na arrecadação de um disco de preta.
Esta é a rica história de Madala, o grande astro que encatou os corações de vários Moçambicanos entre a década 90 e meados de 2000.
Vindo de uma família de artistas, Madala começou a cantar ainda muito jovem, seguindo os passos já trilhados pelos seus dois irmãos mais velhos, um dos quais fazia parte do conjunto Tambores de Sofala e the kings que ele próprio criou agrupamento que tocava músicas de raiz, em particular o rítimo mandoa, isto na década 70. Importa frisar que o próprio pai de Madala tocava acordeão, o que impulsionou bastante para que em 1973 ele, em sua casa, se iniciasse na viola produzida com latas de azeite, enquanto o pai e os irmãos mais velhos ensaiavam.
Hoje compartilhamos a fascinante trajetória de Manuel Santos, um dos maiores artistas da música tradicional moçambicana. Sua voz única e talento extraordinário marcaram profundamente a cultura do nosso país durante os anos dourados da década de 80.